Seroma, o que é?

Seroma é uma coleção líquida proteica observada normalmente de duas a três semanas do período pós-operatório, devido a danos no vaso linfático, associado ao descolamento do tecido e à elevação do retalho.

O tratamento desta coleção líquida pode requerer aspirações (punções via seringa para retirada do líquido represado), as quais previnem o desenvolvimento de pseudocistos e pseudobursas, ou seja, encapsulamento fibroso deste líquido. Quando esta complicação ocorre, pode evoluir para uma reintervenção cirúrgica.

O acúmulo de seroma sob o retalho abdominal pode levar ao aumento da pressão nessa região, causando deiscências (abertura de pontos), necroses (morte celular ou tecidual), drenagens espontâneas pela ferida operatória e infecção.

Algumas medidas são utilizadas para minimizar a ocorrência de seromas, tais como o uso de drenos que têm como objetivo retirar do local operado líquidos e sangue acumulados, diminuindo, assim, o risco de infecções e facilitando a cicatrização. Estes drenos são mantidos até que ocorra um baixo débito em 24h e/ou de acordo com orientação médica.

Por outro lado, pesquisas citam que o descolamento limitado da lipoabdominoplastia com técnicas de preservação da fáscia de Scarpa (uma das camadas da parede abdominal), conserva a drenagem linfática intrínseca. A eficácia de uma técnica modificada de sutura de tração progressiva permite eliminar a necessidade de drenos, diminuir as complicações mais comuns, e evitar a readmissão hospitalar. Porém essas suturas levam de três a cinco minutos de tempo adicional de cirurgia, segundo Cucchiaro et al. (2017).

A decisão de utilizar ou não o recurso do dreno é escolha exclusiva do cirurgião plástico.