Como a lipoabdominoplastia é realizada?

Este tópico será descrito de forma generalista e baseado na descrição de Saldanha. A escolha da técnica cirúrgica e seus detalhes dependem da eleição de seu cirurgião plástico e das necessidades dos pacientes.

A cirurgia se inicia com a marcação da área a ser operada. Uma solução salina associada a adrenalina é infiltrada na região abdominal. A lipoplastia parte da região acima da cicatriz umbilical, comumente chamada de umbigo, em direção aos flancos e para a região abaixo do umbigo.

A cicatriz umbilical é isolada, com a retirada apenas da pele abaixo deste ponto, como realizada na abdominoplastia clássica, mas com preservação de uma fina camada de gordura com seu tecido conjuntivo, vasos linfáticos, artérias e veias.

Quando necessário, uma lipoplastia complementar é realizada. O retalho é levantado por dois ganchos para completar a lipoplastia com a retirada do excesso de gordura, obtendo um retalho de espessura uniforme. Retalho é quando se transfere um segmento de pele e tecido subcutâneo, junto com seu próprio suprimento vascular, chamado área doadora, para outro segmento, denominado área receptora. E, para um melhor reposicionamento do umbigo, a gordura da região acima desta área é removida totalmente.

Os pacientes que apresentam diástase (veja conceito no tópico O que é diástase abdominal?) são submetidos ao procedimento de plicatura (amarração) do músculo reto abdominal. O tecido subdérmico (abaixo da pele) é descolado na linha mediana, isto é, no centro do corpo, e estendido 2 cm para cada lado, do púbis ao processo xifoide (final do osso esterno que se encontra na região do tórax). Desta forma, a aponeurose (tecido fascial fibroso) da linha média abdominal é exposta sem prejuízo da circulação do retalho abdominal. O tecido adiposo é removido do local da plicatura no baixo ventre, e uma plicatura convencional é realizada.

A onfaloplastia (a plástica do umbigo) é realizada como na abdominoplastia clássica. Consiste em uma marcação em forma de cruz a 10 cm do púbis, seguida pela incisão. O umbigo é então exteriorizado e apreendido nos pontos cardeais, e pequenas ressecções triangulares são realizadas entre estes pontos para encaixar o umbigo na incisão em forma de cruz. O procedimento é ancorado com pontos subdérmicos.

Após a tração do retalho, as duas camadas da abdominoplastia são fechadas. Os pacientes assim tratados recebem drenos a vácuo, retirados cerca de cinco dias após a cirurgia. (veja conceito de dreno no tópico: Seroma, o que é?)